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Pelos Cotovelos


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Olá, a partir de hoje, O Pelos Cotovelos passará a ser, oficialmente Pelos Cotovelos e Cotovelinhos

Me mudei de mala e cuia para o Blogspot e, em homenagem a participação da pequena Laura e sua turma, que já falam pelos cotovelinhos e inspiram histórias divertidas e bonitinhas, mudei o nome do blog.

Os posts mais antigos ficarão por aqui mesmo para quem quiser relembrar as velhas histórias.

Nos vemos por lá: http//:peloscotovelosecotovelinhos.blogspot.com

 



Escrito por Lê Volponi às 10h24
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Desafios da Comunicação

Por algum motivo que não sei dizer bem qual, em dado momento da minha adolescência, desisti de uma promissora carreira como engenheira espacial na NASA para seguir os passos da comunicação e do jornalismo, mais especificamente. Ainda não sei se essa foi a escolha certa, mas descobri que os famosos desafios da comunicação empresarial são fichinha quando comparados à comunicação na primeira infância.

 

Quando os famosos “gu-gu”, “da-da” e “nhem-nhem” começam a ser abandonados para se tornarem palavras efetivamente, os pais tem que aguçar a percepção para entender que “nem” é uma abreviação de “neném” e significa “Mamãe, eu também quero”. Tem a parte fácil do vocabulário dos bebês:

 

Mama = mamadeira

Papa = comida

Aua = água

Auuua = Laura

Bo = bola

Abo = acabou

 

As famosas onomatopéias para identificar os bichos: auau, meau, piupiu. Mas a coisa complica mesmo quando eles já se acham maduros o bastante para falar frases completas em um dialeto extraterrestre que até agora não aprendi a decodificar. Aí surgem expressões como: “Nem butipu pibutati du, mamanhê”...Tirando a parte que se refere a mim, eu não faço idéia do que o restante significa, mas ela tem certeza de que está se comunicando e isso é o que me importa, porque acredito que nos comunicamos para vivenciar todas as formas de amor.

 

Mas, filha, vá estudar engenharia...



Escrito por Lê Volponi às 09h36
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A CONQUISTA

Por Genni Gomes de Oliveira
                                                                                        
Morar numa cidade grande não é fácil, até as conquistas se tornam difíceis. Foi o que pensou um garoto quando, de sua janela, vê uma linda jovem no prédio da frente. Tenta se fazer notar dedilhando algo em sua guitarra, mas qual! Ela não o vê e nem ouve sua música, o olhar está perdido sobre o mar de prédios do alto do vigésimo andar. O rapaz não desiste e pensa em alguma estratégia para chamar-lhe a atenção.
 As portas de correr de seu apartamento se abrem para uma sacada espaçosa. “Abro as cortinas e tento me comunicar”, imagina o garoto.  Não funciona. É, ganhar uma garota do vigésimo andar de um prédio é meio complicado, mas há de ter um jeito... pensa um pouco e, heureca! Corre para dentro e desaparece atrás das cortinas.
 
Passados alguns minutos, a moça da janela parece desvencilhar-se de seus pensamentos e aterrissa no planeta terra.  Toma pé da situação à sua volta e olha, com olhar de enxergar, em todas as direções. Suas retinas começam registrar os movimentos dos carros, das pessoas, ao mesmo tempo em que sente cheiros e ouve  sons. Já perfeitamente integrada ao ambiente, seus olhos percebem algo estranho no apartamento da frente. As cortinas se movimentam como se houvesse um vendaval. Intrigada tenta desvendar o que lhe parece um mistério, quando de repente tudo cessa.
 
 Passam-se alguns minutos e as mesmas cortinas são abertas de uma vez, mostrando agora a figura do empenhado rapaz em trajes de academia, praticando modalidades esportivas que cabem na sala de seu apartamento. E, ao sentir-se observado por quem todo aquele empenho era dedicado, intensifica seus exercícios com uma série de abdominais, tantas quantas seu mirrado físico pode suportar. A cada subida olha pelas grades para checar se a garota ainda está lá.  Sim, está. Então passa para a modalidade de salto e na falta dos instrumentos adequados, salta de uma poltrona à outra da sala e, na ilusão de ser admirado pela deusa da janela, afasta mais os obstáculos da improvisada academia, até que o esperado acontece: esborracha-se no chão e acaba sendo amparado pela grade da sacada.
 
A garota da janela sem entender o que estava acontecendo, vê as cortinas se fecharem vagarosamente, até engolirem o cenário e seu personagem. Espera alguns minutos, mas nada mais se move, volta então a olhar aquele mar de prédios sem nada enxergar, olhar perdido... cego...



Escrito por Lê Volponi às 12h03
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Agora danou-se

Nesse final de semana tive uma idéia bacana, embora nada ecológica, de tirar o limbo que já tomava conta das paredes externas da minha casa (que é alugada, diga-se de passagem) com a poderosa maquina “vap” da minha avó. As paredes estavam verde musgo e deixavam o ambiente muito escuro.

 

Ligamos a máquina e  UAU.... Saiu tudo!!!! Tudo mesmo, inclusive a tinta da parede. A pintura feita pelo proprietário estava tão mal feita que tiramos placas inteiras de tinta de uma só vez. Eles haviam pintado tudo por cima de uma camada de musgo anterior à minha... Enfim, minha idéia bacana, se revelou um grande erro.

 

A tinta da parede está toda descascada e agora não tem mais jeito. Vamos ter que raspar a parede toda e pintar a casa inteira. Já temos programação para o Dia do Trabalho...



Escrito por Lê Volponi às 10h31
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Síndrome de Forrest Gump

 

Vou fazer mais uma tentativa de retomar os posts do Pelos Cotovelos. Sei que fiquei em débito com vocês, mas se a vida de grávida já era uma loucura, a de mãe é praticamente um hospício, mas cheio de delícias.

 

Essa semana cheguei à conclusão que crianças pequenas quando dão seu primeiros passos passam a sofrer do que chamo de Síndrome do Forrest Gump. A cada passo, uma nova descoberta; e a ânsia de desvendar o mundo, a vida ou simplesmente a sala de estar faz deles verdadeiros andarilhos.

 

Para a Laura, andar já é uma brincadeira. Anda de mãos vazias, apenas atenta aos movimentos dos pezinhos. De mãos cheias, mostrando a cada um dos presentes o verdadeiro tesouro presente nas cartinhas do jogo da memória das Princesas. Anda em direção a bola apenas para joga-la longe e andar de novo para buscar. Anda para comer. Anda até o lixo para jogar a fralda e até o cesto para depositar a roupa suja. Anda para o mar para sentir a onda lambendo-lhe as pernas. Anda até para dormir.

 

Sim, para DORMIR. A cada três passos, uma encostadinha no sofá ou até mesmo no batente da porta; uma deitadinha no assoalho ou no colo do papai. E quando a bateria finalmente se esvaí, anda bem devagarzinho, bambeando de um lado ao outro e se entrega a um abraço apertado que estava aguardando para lhe ninar.

 

Até a próxima e se quiserem acompanhar as atualizações do blog, estou também no Twitter (http://twitter.com/levolponi).

 



Escrito por Lê Volponi às 11h20
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Toalhinha

Sabe aqueles casos engraçados do dia-a-dia, que um amigo te conta num momento de descontração e você morre de rir? Eles são muito bem-vindos aqui no Pelos Cotovelos. Histórias divertidas são a receita mágica para uma boa risada durante o expediente de trabalho ou, ao menos, um tímido sorriso.

 

Essa é adaptada da história de uma amiga, ou melhor, do marido dela.

 

Casamento engorda? Dizem os casados que sim e, num esforço autêntico de desmentir a lenda, esse casal de amigos queridos matriculou-se na academia. No primeiro dia de aula, após o trabalho lá vão eles, empenhados e equipados para as aulas.

 

Receberam a ficha de treino e partiram para os exercícios aeróbicos, afinal, o objetivo é perder peso. Muita malhação e suor depois, a contragosto do marido, ambos vão a aula de yoga e, somente então, inicia-se o caso da toalinha.

 

Ela olha para ele e numa vã tentativa de conter o riso, chama: Amor...

Ele, controlando a respiração como orientava o professor: Hum...

Ela: Você pegou essa toalhinha para enxugar o rosto no armário do banheiro?

Ele: Foi.

Ela: Você reparou que isso não é uma toalhinha?

Ele: Me dei conta de que este é o tapetinho do banheiro há algum tempo, mas já era tarde demais. Você acha que as pessoas estão reparando?

Ela: Não, amor, claro que não...



Escrito por Lê Volponi às 21h58
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Mórbido deleite

Pesquisas revelaram que o ser humano sente prazer com a desgraça alheia. Aparentemente, grandes tragédias provocam uma descarga considerável de endorfina no organismo, que por sua vez provoca a sensação que intitulei mórbido deleite. Isso explica porque as pessoas a-do-ram fotos de corpos carbonizados, esquartejados, filmagens de atentados terroristas e até mesmo as tradicionas vídeo cassetadas.

 

Eu também, como qualquer ser humano sofro desse distúrbio psicológico (na minha opinião, me perdoem os psicólogos e psquiatras se eu estiver enganada, mas isso só pode ser um desvio da nossa mente). Mas, por favor, pessoal. Tudo tem limite. Azucrinar a vida de uma pessoa que acabou de passar por um momento difícil não é só um distúrbio, é cruel. Só se perdoam as crianças que, em sua pureza e inocência não entendem a morte como nós e têm o direito de fazer todas as perguntas que quiserem.

 

Vamos a mais um caso da maternidade...

 

Lá estava eu, recém operada, após ter passado mais de 7 horas com contrações, sendo cortada e costurada, sem dormir absolutamente nada e com minha família e meus melhores amigos comigo, enquanto me recuperava do choque ter perdido uma das meninas, a Beatriz. Recebi visitas, cartões de apoio, demonstrações de carinho, flores, pelúcias e, como não poderia deixar de ser, os abutres carniceiros, doidos por um novo caso trágico para contar na mesa do bar.

 

Visita: Como está você?

Eu: To melhor, ainda triste, mas...

Visita: Mas o que aconteceu?

Eu: Ela não resistiu.

Visita: Por quê?

Eu: Não sei, ela morreu antes de nascer (segurando o choro e um tímido “me deixa em paz”)

Visita: Mas como?

Eu: Ainda não temos certeza, mas acho que foi falta de oxigênio (escorre uma lágrima)

Visita: Mas ninguém notou? Nem você? Nem o médico?

Eu (já perdendo o tino): Não deu para perceber nas ultra-sonografias.

Visita: Incrível, né? Com tanta tecnologia e ninguém notou que a criança já tava morta!

Eu (agora sem a menor classe): Não! Ninguém notou! Ela morreu e não há nada que eu possa fazer. Pode ter sido falta de oxigênio que gerou uma má formação. Ta bom?

Visita: Calma! Só queria ajudar!

Eu, agora só pensando comigo mesma: Calma???? Ela só pode estar brincando, né?

 



Escrito por Lê Volponi às 21h42
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Histórias da maternidade

Alguns de vocês, que acompanham há tempos o Pelos Cotovelos, devem se lembrar de quando atingi a marca dos 100 centímetros de circunferência com o barrigão de grávida e todas aquelas trapalhadas, a dificuldade para alcançar um armário, lavar os pés, trocar o CD do carro e etc. Agora, deixa eu contar mais uma coisa para vocês.

 

No elevador da maternidade:

(Você trajando uma medonha camisola comprida, descabelada, arrastando os pés e com os olhos ainda inchados de sono. Uma senhora e sua pequena neta, toda empetacada com laços e vestido cor-de-rosa)

 

- Bom dia!

- Bom dia!

- Oi – diz a criança – vim ver minha mãe, ganhei um irmão

- Nossa! Que legal! E como ele chama?

- Chama Arthur.

- Que nome bonito!

Segundos de silêncio.

A velhinha impassível segurando a mão da menina que, de repente, pergunta:

- E o seu? Nasce quando.

- Nasceu ontem...

 

De uma amiga, no corredor da maternidade, enquanto olhava os bebês no berçário.

- Tão lindos, né? Ta ansiosa?

- Eu não. Por quê?

- Antes do meu nascer eu tava.

- É que o meu nasceu ontem.

 

Gente, aquele barrigão demora nove meses (no meu caso só sete e meio) para crescer a estas proporções e, é claro, não pode desaparecer do dia para a noite só porque o bebê saiu de lá de dentro. Não contribua com os índices de depressão pós-parto. Evite esse tipo de comentários. Minhas amigas grávidas agradecem.



Escrito por Lê Volponi às 10h37
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Pelos cotovelos... e cotovelinhos

 

Vida de mãe é dureza. Quando grávida, você não dorme porque não acomoda a barriga em lado nenhum da cama. Mas depois que o bebê nasce, não se iluda, não melhora. Você não vai dormir porque o bebê tem que mamar na madruga ou porque ele decidiu que quer brincar às 3h da madruga. Mas eles crescem. E você continua não dormindo. Agora porque acorda ao menor ruído no quarto da criança. Então chega a adolescência e você pensa: agora vai. Vai, nada, minha amiga. Seu filho vai pra balada e você não vai dormir até ele chegar. Resumindo, você nunquinha vai dormir uma noite inteira de novo. Mas tudo isso se compensa quando aquele cisco de 50 centímetros olha pra você e sorri, mesmo que seja às 3h da manhã...

 

No entanto, com todas essas noites mal dormidas, o Pelos Cotovelos ficou em stand-by e agora volta à ativa com a colaboração da pequena Laura que, embora não fale pelos cotovelos, resmunga pelos cotovelinhos e inspira histórias divertidas e bonitinhas. Portanto, não se assustem com os textos-coruja que poderão encontrar de agora em diante. Tem coisas que a gente precisa registrar e, para isso, vamos começar o ano em retrospectiva.

 

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos pelo carinho e solidariedade comigo, com o Etto e com a Laura nestes três meses que se passaram.

 

 



Escrito por Lê Volponi às 14h59
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Trabalho de parto?! Mas não era cesária?!

Sábado, 3 de novembro de 2007 – aproximadamente 19 horas

Eu: - Ju, você sabe como é contração?

Ju: - Sei não, Lelê, o Enzo e a Bella nasceram de cesária. Porque?

Eu: - To sentindo umas dores estranhas. To achando que é contração.

Ju: - Será?

Eu: - Não sei. Não parece com nada do que a mulher disse que eu sentiria e, além disso, eu fui no médico anteontem e ele disse que eu poderia vir pra Mogi porque estava tudo certo.

Ju: - E agora? Pra quem será que a gente pode perguntar?

Eu: - Sei lá, a única pessoa que eu lembro que teve parto normal é minha mãe, mas se eu fizer essa pergunta pra ela, ela vai parir antes de mim. Vamos ver no google...

...

Ju: - Olha aqui diz que você tem que ter cerca de três contrações a cada 10 minutos com mais de 40 segundo de duração. Vamos contar.

 

Aproximadamente 20 horas

Etto (com intoxicação alimentar, diarréia e vômito): - Amor, é melhor você ligar para o Dr. Rubens, não é?

Ju: - É, Lelê, liga para ele.

Eu: - Mas e se não for nada? Melhor esperar mais um pouco.

Ju: - Lelê, a gente contou e é igualzinho o que dizia o site. Liga pra ele.

Etto: - Liga logo, mulher. Se não for nada, ok, mas se for dá tempo de correr.

 

Aproximadamente 21 horas

Eu: Alô, Dr. Rubens? É a Letícia das gêmeas

Dr.: Fala, Lê.

Eu: To com contração. Três a cada dez minutos com cerca de 50 segundos de duração cada.

Dr.: Toma (não lembro quantas) gotas de Buscopan e me liga em uma hora. Ah! Volta pra São Paulo e já avisa a Val (instrumentadora).

 

Etto: - Eu não consigo dirigir. To passando muito mal.

Ju: Eu dirijo e levo você e as crianças. O Marcos vai na frente com a Lelê, assim eles vão mais rápido.

 

Marcos (caindo de para-quedas): que caras são essas, gente?

Ju: a Lelê ta com contração

Marcos: Pára!

Ju: É sério!

Marcos: Não mente. (senta para mexer no computador)

Eu: Ma, é sério, to em trabalho de parto, a gente tem que ir pra São Paulo.

Marcos: Trabalho de parto?! Mas não era cesária?!

Eu: Era, mas as meninas decidiram dar o ar da graça antes da hora.

Marcos: E agora?

Eu: Você me leva pra São Paulo e eles vão atrás e nos encontram em casa.

Ju: Enquanto nos arrumamos para sair, leve as crianças com você e compre Buscopan na farmácia.

(continua...)



Escrito por Lê Volponi às 14h55
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Que aventura é parir!

No carro – aproximadamente 22 horas – chovendo, com os vidros escancarados, nós dois suando de nervoso. O Marcos acendia um cigarro atrás do outro e, nos intervalos entre uma tragada e outra, roia os dedos (as unhas ele já tinha comido enquanto ia na farmácia).

Eu: Arf! Arf! Arf! (pelo menos é assim que fazem respiração de cachorrinho nos quadrinhos)

Marcos: Tá legal?

Eu: To melhorando, o remédio ta fazendo efeito.

 

Olho o relógio. Quatro contrações, em dez minutos, um minuto de duração cada.

Trim!!!

Eu: Alô...Arf! Arf!

Etto: Amor, como você ta?

Eu: to melhorando.

Etto: e as contrações?

Eu: Diminuindo.

 

Quarenta minutos depois, chegamos a São Paulo e eu tinha uma contração a cada minuto e meio com um minuto de duração cada.

 

Eu: Dr. Rubens, cheguei em São Paulo e as contrações aumentaram.

Marcos e Etto: Aumentaram? Você disse que tava diminuindo.

Eu: Era para não assustar vocês dois.

Dr. Rubens: Vai pro hospital. To subindo a serra e te encontro lá.

 

De volta ao carro.

Etto: Candy, você tem o telefone do Marcio, taxista?

Minha mãe: Tenho. Porque?

Etto: Então liga pra ele que suas netas vão nascer. Estamos indo para a maternidade.

 

Dei entrada no hospital às 23 horas, acompanhada pelo Etto (ainda verde e passando mal) e pelo Marcos (a essas alturas sem as pontas dos dedos). A enfermeira tentava descobrir quem era o pai, eu queria ir ao banheiro e elas não me deixavam: “com essa dilatação, o bebê pode nascer”, me diziam.

 

O Dr. Rubens chegou mais de duas horas do dia 4 de novembro. Eu estava encantada com o poderoso Dr Marcelo (o anestesista que fez a dor da contração passar). Às 3 horas, por uma cesária, a Laura disse Olá e a Beatriz, Adeus!



Escrito por Lê Volponi às 14h55
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Curso de “grávidos”

 

Domingo de feriado prolongado, 14 de outubro, após uma festança de casamento e na entrada do horário de verão. Às 9 horas, estávamos eu e o Etto (ele por solidariedade e para evitar um ataque de nervos da grávida aqui) na maternidade que escolhemos para o nascimento da Beatriz e da Laura.

 

Por sugestão de nosso médico e de alguns amigos de que fizéssemos o cursinho de pais “grávidos” oferecido pela maternidade, resolvemos pagar o mico de dar banho e trocar a fralda das bonecas. Eis que para nossa surpresa, não seria necessário. O curso era apenas teórico, mas nem por isso deixou de ser hilário.

 

Em determinado momento, enquanto a obstetriz explicava os tipos de parto, levantei a mão:

 

- Em caso de gêmeos...

Antes mesmo que eu pudesse respirar, todos os casais do auditório olhavam para nós. Alguns pareciam aliviados, como se pensassem “Nossa, eu achando que seria difícil para nós”. Outros nos olhavam como se fôssemos loucos “Como gêmeos? Eles são doidos!”. Teve gente que ficou com inveja “Sempre quis ter gêmeos”. E os pessimistas: “Nossa, tão fudidos”.

 

Um pouco mais adiante...

Obstetriz – É normal nos primeiros meses a pele do bebê descamar

Mãe 1 – E o que a gente faz?

Obstetriz – Não há muito o que fazer, mas vocês podem usar um pouquinho de óleo para hidratar a pele do bebê.

Mãe 2 – Que tipo de óleo?

Obstetriz – o mais recomendado é o óleo de camomila, mas pode ser de amêndoas, desde que voltado a pele dos bebês, ou de girassol.

Pai – De girassol? Que nem aqueles que a gente compra no mercado para fazer fritura?

Silêncio incrédulo

Obstetriz – Não. O de girassol também deve ser específico para hidratar a pele do bebê

Etto (ao pé do ouvido) – Passa óleo de motor na pobre da criança! Que mula!

 

Até agora não sei como contive o riso.

 



Escrito por Lê Volponi às 08h52
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Eu Te Amo

(Como? Quando? Onde?)

 

Todo mundo já passou por alguma constrangedora declaração de amor, seja proferindo-a, seja recebendo-a. Escolher a ocasião e a maneira correta de dizer Eu te Amo é sempre uma situação delicada e cheia de dúvidas.

 

Às vezes, é uma declaração fugitiva. Você prometeu a si mesmo que não ia dizer nada, que não era o momento, mas de repente lá se vão as três fatídicas palavras, escorregando por entre os lábios, impossíveis de serem contidas, tímidas, quase silenciosas... Eu te amo.

 

Às vezes, é friamente calculada. Está te sufocando há meses, você precisa dizer à outra pessoa que a ama, que ela é importante para você, mas de que maneira dizer isso sem pressionar o interlocutor?

 

Caso 1 – De uma amiga

Ela (saindo do carro): eu já disse que te amo?

Ele: não!

Ela: Então tá dito!

Dá-lhe um beijo e vai embora decidida. Quando ele estiver pronto, ele dirá!

 

E se ele (ou ela) se apavorar e nunca mais quiser te ver? E se ele (ou ela) não disser que me ama também? E se, além de não dizer, realmente não me amar? É inevitável pensar em tudo isso nesse momento, mas o importante é que na hora certa você dirá, mesmo que pareça a hora errada.

 

E quando você está ali, no maior amasso ou num bate-papo num café e, de repente, a outra pessoa se declara oficialmente ou deixa as três fatídicas palavras escaparem, e você nem imaginava que fosse passar por aquela situação naquele instante?

 

Caso 2 – Do The O.C.

Marissa: Te amo!

Ryan: Obrigado!

 

Caso 3 – De outra amiga

Ele: Eu te amo

Ela: Que bonitinho!

 

Caso 4 – De todos nós ou de um conhecido nosso

- Eu te amo!

Silêncio mórbido de uma eternidade de duração (5 segundos)

- Eu também! (Proclamado em todas as suas variantes: na mais honesta e emocionada sinceridade, na mais vaga e fria mentira, no incontido impulso ou no gago e constrangedor “fudeu”)

 

Casos e análises à parte, diga Eu Te Amo quando tiver vontade e deixe a outra pessoa te dizer Eu Te Amo quantas vezes quiser. Diga Eu Te Amo todo dia, só para lembrar.

 

Eu não lembro quando foi a primeira ou a última vez que disse Eu Te Amo para o Etto, mas por via das dúvidas, se ainda não disse hoje: “Meu amor, Eu Te Amo!”



Escrito por Lê Volponi às 09h52
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Como matar um pai em uma lição

 

O relógio marcava seis e meia . Era uma manhã de sexta-feira e os passarinhos já cantavam na nada bucólica São Paulo (sim, ainda há passarinhos cantadores no bairro do Planalto Paulista). No lugar do sonoro rádio-relógio, que usualmente dispara às 7h30, um grito corta a serenidade daquela manhã.

 

- Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiii. Ai, ai, ai....

- Hahn?

- Me ajuda! Me ajuda! Ta doendo!!!!

- Quê?

- Aaaaaaaaaiiiiii!!!! Puxa!!! Puxa!!!! Me ajuda!!!!

- Puxa o quê? O que foi?

- Minha perna! Ta doendo! Puxa! Não, o pé! Puxa o pé!! Pra trás! Nãããããããoooo!!! Pra frente não!!!! Aaaaaaaaiiiii!! Puxa pra trás!!! Isso!! Aaaaah... aaah... ah! Obrigada!

 

Com os olhos arregalados e branco como um papel, ele olhou pra mim e, ainda assustado, disse:

 

- Você tá louca??? Quase me mata do coração!

- É que deu câimbra, amor!

 

Foi assim que quase matei o Etto na última sexta-feira.

Depois da dor e do susto, não resisti e ao pensar friamente no caso começo a rir. Acordar ao lado de uma mulher grávida de gêmeos, aos sete meses de gestação, aos berros, é no mínimo de acelerar os batimentos cardíacos.

 

Pelo menos uma coisa nós já sabemos: o Etto não precisa de um cardiograma para comprovar que o coração dele está ótimo!!!

 

Em tempo: essa história me lembrou um caso de família quando um primo acordou no susto com a esposa aos berros porque ela tinha acabado de se sentar em usa tesoura de costura.... sim, a tesoura ainda estava presa à bunda dela quando ele acordou.



Escrito por Lê Volponi às 11h29
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Menina-picolé

 

Tenho uma amiga que quando criança ia visitar um outro País (não vou dizer qual para não entregar a amiga) e, preocupada com o inverno rigoroso, fez um intenso treinamento. Encapuzada com todas as suas roupas, ela abria o freezer e bravamente enfrentava o ar gélido que saía dele para saber se sobreviveria à sua viagem internacional. Se não fosse sua persistência e garra para encarar o freezer, talvez ela tivesse congelado no “estrangeiro” e não pudesse nos contar sua experiência hoje em dia.

 

Esse post foi só para compartilhar o "case". Não me contive! Fiquei imaginando o que Beatriz e Laura me reservam...



Escrito por Lê Volponi às 14h48
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