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Como matar um pai em uma lição

 

O relógio marcava seis e meia . Era uma manhã de sexta-feira e os passarinhos já cantavam na nada bucólica São Paulo (sim, ainda há passarinhos cantadores no bairro do Planalto Paulista). No lugar do sonoro rádio-relógio, que usualmente dispara às 7h30, um grito corta a serenidade daquela manhã.

 

- Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiii. Ai, ai, ai....

- Hahn?

- Me ajuda! Me ajuda! Ta doendo!!!!

- Quê?

- Aaaaaaaaaiiiiii!!!! Puxa!!! Puxa!!!! Me ajuda!!!!

- Puxa o quê? O que foi?

- Minha perna! Ta doendo! Puxa! Não, o pé! Puxa o pé!! Pra trás! Nãããããããoooo!!! Pra frente não!!!! Aaaaaaaaiiiii!! Puxa pra trás!!! Isso!! Aaaaah... aaah... ah! Obrigada!

 

Com os olhos arregalados e branco como um papel, ele olhou pra mim e, ainda assustado, disse:

 

- Você tá louca??? Quase me mata do coração!

- É que deu câimbra, amor!

 

Foi assim que quase matei o Etto na última sexta-feira.

Depois da dor e do susto, não resisti e ao pensar friamente no caso começo a rir. Acordar ao lado de uma mulher grávida de gêmeos, aos sete meses de gestação, aos berros, é no mínimo de acelerar os batimentos cardíacos.

 

Pelo menos uma coisa nós já sabemos: o Etto não precisa de um cardiograma para comprovar que o coração dele está ótimo!!!

 

Em tempo: essa história me lembrou um caso de família quando um primo acordou no susto com a esposa aos berros porque ela tinha acabado de se sentar em usa tesoura de costura.... sim, a tesoura ainda estava presa à bunda dela quando ele acordou.



Escrito por Lê Volponi às 11h29
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