Histórias da maternidade
Alguns de vocês, que acompanham há tempos o Pelos Cotovelos, devem se lembrar de quando atingi a marca dos 100 centímetros de circunferência com o barrigão de grávida e todas aquelas trapalhadas, a dificuldade para alcançar um armário, lavar os pés, trocar o CD do carro e etc. Agora, deixa eu contar mais uma coisa para vocês.
No elevador da maternidade:
(Você trajando uma medonha camisola comprida, descabelada, arrastando os pés e com os olhos ainda inchados de sono. Uma senhora e sua pequena neta, toda empetacada com laços e vestido cor-de-rosa)
- Bom dia!
- Bom dia!
- Oi – diz a criança – vim ver minha mãe, ganhei um irmão
- Nossa! Que legal! E como ele chama?
- Chama Arthur.
- Que nome bonito!
Segundos de silêncio.
A velhinha impassível segurando a mão da menina que, de repente, pergunta:
- E o seu? Nasce quando.
- Nasceu ontem...
De uma amiga, no corredor da maternidade, enquanto olhava os bebês no berçário.
- Tão lindos, né? Ta ansiosa?
- Eu não. Por quê?
- Antes do meu nascer eu tava.
- É que o meu nasceu ontem.
Gente, aquele barrigão demora nove meses (no meu caso só sete e meio) para crescer a estas proporções e, é claro, não pode desaparecer do dia para a noite só porque o bebê saiu de lá de dentro. Não contribua com os índices de depressão pós-parto. Evite esse tipo de comentários. Minhas amigas grávidas agradecem.
Escrito por Lê Volponi às 10h37
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