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Pelos Cotovelos


Toalhinha

Sabe aqueles casos engraçados do dia-a-dia, que um amigo te conta num momento de descontração e você morre de rir? Eles são muito bem-vindos aqui no Pelos Cotovelos. Histórias divertidas são a receita mágica para uma boa risada durante o expediente de trabalho ou, ao menos, um tímido sorriso.

 

Essa é adaptada da história de uma amiga, ou melhor, do marido dela.

 

Casamento engorda? Dizem os casados que sim e, num esforço autêntico de desmentir a lenda, esse casal de amigos queridos matriculou-se na academia. No primeiro dia de aula, após o trabalho lá vão eles, empenhados e equipados para as aulas.

 

Receberam a ficha de treino e partiram para os exercícios aeróbicos, afinal, o objetivo é perder peso. Muita malhação e suor depois, a contragosto do marido, ambos vão a aula de yoga e, somente então, inicia-se o caso da toalinha.

 

Ela olha para ele e numa vã tentativa de conter o riso, chama: Amor...

Ele, controlando a respiração como orientava o professor: Hum...

Ela: Você pegou essa toalhinha para enxugar o rosto no armário do banheiro?

Ele: Foi.

Ela: Você reparou que isso não é uma toalhinha?

Ele: Me dei conta de que este é o tapetinho do banheiro há algum tempo, mas já era tarde demais. Você acha que as pessoas estão reparando?

Ela: Não, amor, claro que não...



Escrito por Lê Volponi às 21h58
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Mórbido deleite

Pesquisas revelaram que o ser humano sente prazer com a desgraça alheia. Aparentemente, grandes tragédias provocam uma descarga considerável de endorfina no organismo, que por sua vez provoca a sensação que intitulei mórbido deleite. Isso explica porque as pessoas a-do-ram fotos de corpos carbonizados, esquartejados, filmagens de atentados terroristas e até mesmo as tradicionas vídeo cassetadas.

 

Eu também, como qualquer ser humano sofro desse distúrbio psicológico (na minha opinião, me perdoem os psicólogos e psquiatras se eu estiver enganada, mas isso só pode ser um desvio da nossa mente). Mas, por favor, pessoal. Tudo tem limite. Azucrinar a vida de uma pessoa que acabou de passar por um momento difícil não é só um distúrbio, é cruel. Só se perdoam as crianças que, em sua pureza e inocência não entendem a morte como nós e têm o direito de fazer todas as perguntas que quiserem.

 

Vamos a mais um caso da maternidade...

 

Lá estava eu, recém operada, após ter passado mais de 7 horas com contrações, sendo cortada e costurada, sem dormir absolutamente nada e com minha família e meus melhores amigos comigo, enquanto me recuperava do choque ter perdido uma das meninas, a Beatriz. Recebi visitas, cartões de apoio, demonstrações de carinho, flores, pelúcias e, como não poderia deixar de ser, os abutres carniceiros, doidos por um novo caso trágico para contar na mesa do bar.

 

Visita: Como está você?

Eu: To melhor, ainda triste, mas...

Visita: Mas o que aconteceu?

Eu: Ela não resistiu.

Visita: Por quê?

Eu: Não sei, ela morreu antes de nascer (segurando o choro e um tímido “me deixa em paz”)

Visita: Mas como?

Eu: Ainda não temos certeza, mas acho que foi falta de oxigênio (escorre uma lágrima)

Visita: Mas ninguém notou? Nem você? Nem o médico?

Eu (já perdendo o tino): Não deu para perceber nas ultra-sonografias.

Visita: Incrível, né? Com tanta tecnologia e ninguém notou que a criança já tava morta!

Eu (agora sem a menor classe): Não! Ninguém notou! Ela morreu e não há nada que eu possa fazer. Pode ter sido falta de oxigênio que gerou uma má formação. Ta bom?

Visita: Calma! Só queria ajudar!

Eu, agora só pensando comigo mesma: Calma???? Ela só pode estar brincando, né?

 



Escrito por Lê Volponi às 21h42
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