Síndrome de Forrest Gump
Vou fazer mais uma tentativa de retomar os posts do Pelos Cotovelos. Sei que fiquei em débito com vocês, mas se a vida de grávida já era uma loucura, a de mãe é praticamente um hospício, mas cheio de delícias. Essa semana cheguei à conclusão que crianças pequenas quando dão seu primeiros passos passam a sofrer do que chamo de Síndrome do Forrest Gump. A cada passo, uma nova descoberta; e a ânsia de desvendar o mundo, a vida ou simplesmente a sala de estar faz deles verdadeiros andarilhos. Para a Laura, andar já é uma brincadeira. Anda de mãos vazias, apenas atenta aos movimentos dos pezinhos. De mãos cheias, mostrando a cada um dos presentes o verdadeiro tesouro presente nas cartinhas do jogo da memória das Princesas. Anda em direção a bola apenas para joga-la longe e andar de novo para buscar. Anda para comer. Anda até o lixo para jogar a fralda e até o cesto para depositar a roupa suja. Anda para o mar para sentir a onda lambendo-lhe as pernas. Anda até para dormir. Sim, para DORMIR. A cada três passos, uma encostadinha no sofá ou até mesmo no batente da porta; uma deitadinha no assoalho ou no colo do papai. E quando a bateria finalmente se esvaí, anda bem devagarzinho, bambeando de um lado ao outro e se entrega a um abraço apertado que estava aguardando para lhe ninar. Até a próxima e se quiserem acompanhar as atualizações do blog, estou também no Twitter (http://twitter.com/levolponi).
Escrito por Lê Volponi às 11h20
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