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A CONQUISTA

Por Genni Gomes de Oliveira
                                                                                        
Morar numa cidade grande não é fácil, até as conquistas se tornam difíceis. Foi o que pensou um garoto quando, de sua janela, vê uma linda jovem no prédio da frente. Tenta se fazer notar dedilhando algo em sua guitarra, mas qual! Ela não o vê e nem ouve sua música, o olhar está perdido sobre o mar de prédios do alto do vigésimo andar. O rapaz não desiste e pensa em alguma estratégia para chamar-lhe a atenção.
 As portas de correr de seu apartamento se abrem para uma sacada espaçosa. “Abro as cortinas e tento me comunicar”, imagina o garoto.  Não funciona. É, ganhar uma garota do vigésimo andar de um prédio é meio complicado, mas há de ter um jeito... pensa um pouco e, heureca! Corre para dentro e desaparece atrás das cortinas.
 
Passados alguns minutos, a moça da janela parece desvencilhar-se de seus pensamentos e aterrissa no planeta terra.  Toma pé da situação à sua volta e olha, com olhar de enxergar, em todas as direções. Suas retinas começam registrar os movimentos dos carros, das pessoas, ao mesmo tempo em que sente cheiros e ouve  sons. Já perfeitamente integrada ao ambiente, seus olhos percebem algo estranho no apartamento da frente. As cortinas se movimentam como se houvesse um vendaval. Intrigada tenta desvendar o que lhe parece um mistério, quando de repente tudo cessa.
 
 Passam-se alguns minutos e as mesmas cortinas são abertas de uma vez, mostrando agora a figura do empenhado rapaz em trajes de academia, praticando modalidades esportivas que cabem na sala de seu apartamento. E, ao sentir-se observado por quem todo aquele empenho era dedicado, intensifica seus exercícios com uma série de abdominais, tantas quantas seu mirrado físico pode suportar. A cada subida olha pelas grades para checar se a garota ainda está lá.  Sim, está. Então passa para a modalidade de salto e na falta dos instrumentos adequados, salta de uma poltrona à outra da sala e, na ilusão de ser admirado pela deusa da janela, afasta mais os obstáculos da improvisada academia, até que o esperado acontece: esborracha-se no chão e acaba sendo amparado pela grade da sacada.
 
A garota da janela sem entender o que estava acontecendo, vê as cortinas se fecharem vagarosamente, até engolirem o cenário e seu personagem. Espera alguns minutos, mas nada mais se move, volta então a olhar aquele mar de prédios sem nada enxergar, olhar perdido... cego...



Escrito por Lê Volponi às 12h03
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Agora danou-se

Nesse final de semana tive uma idéia bacana, embora nada ecológica, de tirar o limbo que já tomava conta das paredes externas da minha casa (que é alugada, diga-se de passagem) com a poderosa maquina “vap” da minha avó. As paredes estavam verde musgo e deixavam o ambiente muito escuro.

 

Ligamos a máquina e  UAU.... Saiu tudo!!!! Tudo mesmo, inclusive a tinta da parede. A pintura feita pelo proprietário estava tão mal feita que tiramos placas inteiras de tinta de uma só vez. Eles haviam pintado tudo por cima de uma camada de musgo anterior à minha... Enfim, minha idéia bacana, se revelou um grande erro.

 

A tinta da parede está toda descascada e agora não tem mais jeito. Vamos ter que raspar a parede toda e pintar a casa inteira. Já temos programação para o Dia do Trabalho...



Escrito por Lê Volponi às 10h31
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